terça-feira, 18 de julho de 2006

É tão calmo e tão azul !!!!!!!!!

Sinto-me inválida...
Como se a dor percorresse por todas as veias do meu corpo, e se espalhasse como cacos de vidros, cortando as paredes sangüíneas que ainda consigo sentir.
Agora percebo, o quanto eu sou humana diante de situações assim...
Situações de pura tristeza, de pura angustia e solidão. O vento e a garoa fria agora tocam no meu rosto e posso sentir que há vida em mim ainda, mas que se esgota a cada derrota que se faz presente.
Você foi infiel a mim, apunhalou-me pelas costas, cravou me uma estaca venenosa no peito e sem dó, nem piedade do sofrimento que passo agora.
Você foi egoísta e agora se faz de vítima para que eu sinta pena de você e não acabe com a nossa amizade que era para ser eterna.
Não sei se vou conseguir ultrapassar esta barreira, ela parece tão imensa e infinita. Tenho medo, muito medo de ser atingida por este mau que fisgou você. Mas por enquanto, acho eu que ainda existe um alguém próximo a mim que pode ajudar, que pode me manter limpa do mau.
Já que você foi contagiado, eu preciso de uma nova companhia, que pense como eu. Por que sozinha não consigo.
A fraqueza que me cerca é muito intensa e me derruba com facilidade para o mundo das trevas. Eu não quero voltar pra lá, gosto daqui.
Afinal, aqui é tão calmo e tão azul......


[NASCIMENTO,Dayanne. 2006]

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