Sentada na minha janela eu observo a chuva lá fora.
Vejo ela despreocupada, sem se importar com as pessoas que ela molha.
Não entendo por que ela é tão egoista e caí fortemente pela Avenida.
Eu queria estar lá e sentir os seus pingos doloridos no rosto.
Mas Deus não me permite estar e nem sentir agora.
Preza as minhas correntes de cobre eu permaneço escrava dos meus desejos.
Vou rezar pelos mortos agora, talves um deles me salve dessa dor.
E me leve passear pela chuva fria e egoista que lá fora desce a ladeira.
Me diga porque cada e toda coisinha pequena é tão grande diante dos seus olhos?
Não foi tão ruin assim.
A chuva não caiu só para mim, ela caí para você também.
Cada pingo que escorre no seu rosto maldito, eu quero lembrar na minha eternidade.
E agora querido, me diga porque?
Se eu só quis te amar e te abraçar na chuva egoista que desceu pela Avenida.
(NASCIMENTO, Dayanne. 2006)
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